terça-feira, 16 de outubro de 2007

Entenda o universo da web 2.0


Muitos nem ouviram falar dela, mas acabam usando seus serviços diariamente. É difícil entender sobre um assunto que ainda está tomando forma, ao mesmo tempo em que seu sucessor já começa a entrar em discussão (web 3.0). A web 2.0, termo criado por Tim O'Reilly em 2003, pode ser definida como a nova geração da internet, que evoluiu para oferecer serviços cada vez mais eficientes aos usuários dos sites.

Geralmente comunitários, seus sites oferecem a oportunidade de uma via de comunicação de mão dupla, onde o usuário tem voz perante a edição. Esta característica, aliás, é o que mais chama atenção nesta nova forma de se fazer comunicação. Em muitos casos, o conteúdo do site é publicado e editado pelo próprio usuário.

Segundo O'Reilly, em um artigo de defesa ao termo que criou, "web 2.0 é a mudança para uma internet como plataforma, e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma". A regra que ele considera mais importante é desenvolvimento de aplicativos que aproveitem os efeitos de rede, "para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência coletiva", ressalta. Em outras palavras, O'Reilly nada mais fez do que dar um nome à evolução das ferramentas que já existiam na web desde sua criação.

As polêmicas em torno do tema são as mais variadas. Uma delas seria sobre a necessidade ou não do uso dessa nomenclatura para definir uma evolução natural que acontece nos meios de comunicação. A outra parte do especialista inglês em internet, Andrew Keen, que diz ser a web 2.0 uma ameaça à cultura, pelo seu caráter de distribuidor gratuito de conteúdos que deveriam ser pagos, e, principalmente, pela liberdade que se dá a um leigo de produzir materiais que só poderiam ser feitos por profissionais.

Polêmicas à parte, é de senso comum que a web vem evoluindo gradativamente e, com ela, novas oportunidades para várias profissões vão surgindo. O jornalista, por exemplo, viu na web 2.0 um meio rápido, barato e de fácil acessibilidade, que proporciona maior interação com o público que pretende atingir. Surgiu então, o jornalismo colaborativo.

A segunda geração
São vários os sites e ferramentas que já podem ser considerados componentes da web 2.0, além daqueles que estão se adaptando. Alguns exemplos podem ser conferidos no blog Oficina de Jornalismo.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

TV digital aponta novos rumos para o telejornalismo

Com a data da primeira transmissão dos sinais da Televisão Digital Brasileira (DTV) se aproximando, especialistas da comunicação alertam: A nova era da televisão mudará o modo de se fazer telejornalismo. Quem explicou as principais mudanças aos estudantes da Universidade de Fortaleza (Unifor), no último dia 03, foi a professora Paola Oliveira, no âmbito do Mundo Unifor.

“Para se fazer uma cobertura televisiva há alguns anos, era necessário que a emissora dispusesse de quatro funcionários, a tendência é que esse número seja reduzido para apenas um”, ressalta a professora. Paola completa fazendo uma previsão nada animadora para quem pretende entrar nesse mercado tão concorrido: “Dentro de alguns anos, o repórter terá que assumir outras funções, como a de motorista, câmera e editor”. O que, na verdade, já vem acontecendo com os correspondentes internacionais. A especialização, segundo ela, é a saída para quem pretende seguir a carreira.

Mas as mudanças não param por aí. Em relação ao conteúdo dos telejornais, uma grande diferença poderá ser percebida logo no início, trata-se da interatividade entre emissora e espectador. O surgimento de novas tecnologias dará tanto aos usuários de aparelhos de televisão digital, quanto aos de aparelhos eletrônicos portáteis, acesso aos programas exibidos através da TV digital, possibilitando uma interação quase que instantânea. O uso de interface possibilitará essa interatividade, que terá a transmissão feita através do padrão japonês (ISBD), adotado pelo Brasil.

Será que estamos preparados para esses novos rumos da comunicação? Os cursos universitários estão nos preparando para que sejamos futuros profissionais da Televisão Digital? Essas perguntas serão respondidas a partir do mês de dezembro, quando São Paulo receberá os primeiros sinais da nova tecnologia, no dia 02.

Mundo Unifor
Com o tema “Os Novos Rumos da Comunicação”, o teatro Celina Queiroz atraiu um grande número de estudantes de jornalismo e de publicidade e propaganda. A rodada de palestras, seguidas por debates, foi aberta pelo professor Giovandro Ferreira, da Faculdade de Comunicação da Bahia (Facom) e contou com a presença de cinco painéis relevantes aos diversos tipos de mídias. Para conferir um pouco mais do que aconteceu na palestra, acesse o Jornal da Pessoa.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Mídia alternativa: uma escolha que vale a pena

Foi-se o tempo em que os movimentos sociais dominavam o campo das mídias alternativas. Mesmo com o nome ligado a movimentos de esquerda, o que, de certa forma, criava barreiras entre algumas pessoas e esses meios de comunicação, as mídias alternativas foram ganhando espaço e hoje podem ser vistas em vários lugares.

Você pode não ter percebido, mas com certeza já cruzou por algum desses tipos de mídias e provavelmente não se deu conta de que, para atingir um determinado público com um preço muito acessível, aquela seria a ferramenta mais eficaz.

Um exemplo - literalmente - vivo é o homem sanduíche, que anuncia seus produtos em placas encaixadas em seu próprio corpo. Aliás, exemplos são o que não faltam: bikedoor, motodoor, mídia em metrô, busdoor e, quem poderia imaginar isso há alguns anos, anúncios feitos em tatuagens!

Com o lema “barato e fácil”, as mídias alternativas têm feito a cabeça dos profissionais da publicidade e propaganda, que, com o advento da internet, encontraram o casamento perfeito com a web. Meio mais barato e fácil do que esse, não poderia existir.

A web alternativa oferece um mundo de possibilidades. Um deles é o jornalismo alternativo, que pode ou não ser diretamente ligado a fatores comerciais.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Dinamismo de informações na web

Textos, fotos, vídeos, áudios e, o melhor de tudo, reunidos em um só lugar. Pensando em simplificar o acesso às informações dos sites, surgiram os portais, que podem ser caracterizados por distribuidores e acumuladores de conteúdos. Além disso, outra característica que diferencia um portal de um site é o seu campo de busca - que permite uma busca interna ou avançada sobre diversos conteúdos - e seu caráter utilitário.

Em outras palavras, o portal é um site evoluído, que permite a interatividade e uso de vários recursos de multimídia. Portanto, diversas empresas optam pelo portal, o que dá uma maior possibilidade de informações a quem o acessa, sem que seja necessário a busca em outros locais.

Existem dois tipos de portais, os horizontais, que procuram atingir um público genérico e o vertical, direcionado a um público específico. Como exemplo de portal horizontal, o G1 se encaixa perfeitamente, por destinar-se a um público interessado em vários assuntos. Já o portal da Confederação Nacional da Indústria (CNI), se enquadra no tipo vertical, voltado àqueles que atuam ou têm interesse no sistema industrial.

Atualmente, as notícias são o grande forte dos portais. Mas esse perfil está mudando aos poucos. Isso acontece graças ao portal corporativo, que vem sendo adotado por grandes empresas. Com o slogan “Defendendo os interesses da indústria brasileira”, o portal da CNI pode ser tomado como exemplo de um corporativista.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Debates enriquecem sessões de cinema


A programação para o mês de setembro do Cineclube da Universidade de Fortaleza (Unifor) conta com a participação de importantes peças para a formação acadêmica dos estudantes. Após as sessões de filmes realizadas às quintas-feiras, a partir de 13h30, especialistas nos temas abordados pelos diretores abrirão um espaço para debate com o público presente nas salas da videoteca da universidade, formado por alunos, professores e convidados.

Nesta quinta-feira, 20, quem marca presença na roda de debate é Jocélio Leal, professor do curso de jornalismo e jornalista do jornal "O Povo", além de Dimitri Túlio, também professor universitário e repórter. Os dois irão discutir um dos clássicos do diretor italiano Michelangelo Antonioni, "Profissão: Repórter", de 1975. O filme apresenta a aventura de um jornalista esgotado que transforma seu destino a partir do encontro com um cadáver em seu quarto de hotel. Interpretado por Jack Nicholson, David Locke assume a identidade do falecido e, com a oportunidade de viver uma vida totalmente diferente da que levava, viaja por vários locais da Europa e da África, onde acaba se envolvendo em uma excitante aventura, com um desfecho surpreendente.

A obra de Antonioni recebeu o prêmio Bodil, em 1976, além de ter sido indicado a melhor filme no Festival de Cinema de Cannes, em 1975. O diretor considerava o filme a sua obra mais madura, por abordar temas relevantes à sociedade, como política e a integração do indivíduo com a sociedade.
A programação do mês será encerrada com o documentário "Entreato", do diretor brasileiro João Moreira Salles. Após 240 horas de filmagens dos bastidores da campanha presidencial de 2002 do presidente Lula, a equipe do diretor mostra o outro lado do que acontece nas eleições do Brasil. Geísa Mattos, doutora em Sociologia e professora do curso de Jornalismo da Unifor e Ana Quezado, especialista em Economia para Jornalistas pela UFC e Chefe do Núcleo da Rede Globo da TV Verdes Mares, irão dirigir o debate.

O Cineclube é uma iniciativa da vice-reitoria de extensão da Unifor, coordenado pelo professor do curso de jornalismo, Márcio Acselrad.


Para descontrair
Quem resolver chegar mais cedo às sessões do Cineclube será recebido com música! Serão exibidos trechos de apresentações do grupo argentino Les Luthiers, conhecidos por criarem seus próprios intrumentos.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Blogosfera: Você ainda vai entrar nessa

Quem costuma navegar pelas milhares de possibilidades que o mundo virtual oferece, já se deparou com algum blog, como este que lhe alimenta a leitura. Sejam textos pessoais, informações sobre o mundo das celebridades, esportes, política, entretenimento, uma infinidade de temas. Além de fotos e vídeos que complementam o que o blogueiro quer dizer ao seu leitor, ou, em alguns casos, não quer dizer nada para ninguém, a não ser para ele mesmo, mantendo seu espaço na web.

Além dos milhares de sites com informações quase que instantâneas, muitos dos quais as palavras credibilidade e confiança não podem ser diretamente associadas, os blogs vêm se multiplicando desde sua criação, na década de 90. No Brasil, os pioneiros foram Viviane Menezes e Marcos Zamorim, que criaram seus blogs em 1998 e 2000, respectivamente. Atualmente os dois blogs estão desativados.

O importante é saber exatamente com que tipo informações você está lidando. Devido ao acesso a ferramentas que possibilitam postagens sem muitos mistérios, alguns blogueiros ousam e fazem do seu blog um instrumento de trabalho, como é o caso do jornalista Ricardo Noblat, com o seu blog voltado a temas políticos. Por ter conteúdo pautado nas principais mídias nacionais, Noblat passa a credibilidade que seu blog precisa para manter-se sempre com altos índices de visitas diárias.

Quem não tem a ambição de tornar seu blog um meio de sobrevivência, pode se tornar um blogueiro esporádico, fazendo postagens quando algum tema lhe chamar atenção. Para inserir os alunos de Jornalismo da Universidade de Fortaleza (Unifor) na blogosfera, três colegas criaram um blog para falar de blog. Lá você poderá encontrar tudo o que precisa para entrar nesse mundo. Não duvide, você ainda vai entrar nessa.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Dólar beneficia exportações cearenses


Boa notícia para os exportadores cearenses: alta do dólar irá beneficiar diretamente o setor, que poderá respirar mais aliviado com a cotação da moeda acima de R$ 2,00.

Porém, os benefícios só serão percebidos a longo prazo, como afirma o superintendente do Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Eduardo Bezerra. "Até impactar sobre o que as indústrias locais comercializam, a distância é grande. O Ceará é um grande exportador de alimentos, vestuário e calçados. Ninguém vai deixar de comer, de vestir e nem de calçar", argumenta Bezerra.

O setor produtivo pode ficar tranquilo, já que, segundo o superintendente, terão tempo suficiente para se adaptarem a nova realidade. "Ainda não temos respostas imediatas. Quem está dentro do processo não tomou nenhuma decisão ainda", ressalta. "Mas uma coisa é certa: a globalização da economia coloca todo mundo dentro do mesmo balão. Se ele sobe, todos sobem, acontecendo o mesmo se ele despenca", alerta.

Quem também alerta os empresários que pretendem investir sem agurdar estabilização no mercado é Pedro Jorge Ramos, coordenador da Unidade de Economia e Estatística do Instituto de Desenvolvimento Industrial do Ceará (Indi). Para ele, esse não é o momento certo para investimentos. "Investir agora é delicado. Não só a cotação do dólar, como o comportamento dos juros aqui e lá fora tem seus efeitos. Estas são duas variáveis que temos que trabalhar sempre", ensina.


Para saber mais sobre como andam as exportações cearenses, acesse o site do CIN.